Tucano - BA

181 anos de Tucano, sem muita comemoração e na escuridão.

Tucano é com certeza uma das maiores cidades do interior baiano, em idade, mas está perdendo em crescimento e desenvolvimentos para cidades circo vizinhas que tem até um terço a menos na data de fundação ou emancipação politica. Isso é o que se escutas nos veículos de comunicação e nos meios políticos, sociais e nas ruas da cidade, o Tucanense está insatisfeito com os rumos políticos que o município esta vivendo, com a crise, a má administração e gestão e a falta de mais amor e zelo por seus munícipes. 
Hoje, 21.03.2018, a prefeitura nada promoveu para festejar esta data, a única ação cultural foi o desfile do Instituto, Escola particular no município.
Para completar a situação, um apagão da energia elétrica, que foi geral, em mais de 300 cidades, também atingiu Tucano, e durante horas deixou o hospital da cidade no breu, as escuras, categoricamente a luz de velas, e pacientes e emergência que surgiram foi prejudicados em seu atendimento por não ter ali no local, nenhum tipo de iluminação reserva, levando perigo e descaso do poder público aos que necessitavam do serviço de saúde.
CONTUDO, FELIZ ANIVERSÁRIO TUCANO, 181 É UMA ÓTIMA IDADE PARA PENSARMOS E AGIRMOS EM FAVOR DO CRESCIMENTO DE UMA CIDADE QUE É PIONEIRA NA HISTORIA DA BAHIA.
O município de Tucano está localizado no nordeste do Estado da Bahia. Limita-se com os municípios: Quijingue, Biritinga, Ribeira do Amparo, Cipó, Araci, Ribeira do Pombal e Nova Soure. Segundo dados do IBGE (2010), o município é composto de uma população residente de 52.418 pessoas, sendo 21.958 pessoas residentes na zona urbana e 30.460 pessoas residentes na zona rural. Esse número considerável de pessoas residentes na zona rural, explica-se pelo fato de desenvolverem a agricultura de subsistência, o que possibilita melhores condições de sobrevivência, visto que o município é carente de grandes empresas, não ofertando oportunidades de empregos e renda para a população. A história do município de Tucano tornou-se evidente graças aos estudos e pesquisas do historiador deste município, Rubens Rocha (1987), pois, a partir de suas análises e investigações, pode escrever três livros, que contam um pouco da trajetória de Tucano, tornando possível o conhecimento a toda população.
Época da fundação da cidade de Tucano - Graças às pesquisas do historiador deste município, Rubens Rocha (1987), foi possível perceber que a história do município de Tucano teve seu início em meados do século XVIII, pois até o ano de 1727, Tucano era uma pequena aldeia de índios, na qual o catequista frei Apolônio ergueu a capela de Nossa Senhora Santana. Então, a aldeia assumiu aspectos de povoado, resultando na criação do distrito, em 1754. Já no início do século XIX, foi elevado à categoria de vila. Com a promulgação da Lei nº 51 de 21 de março de 1837, criou-se o município de Tucano.

Tucano: significado do nome e denominações anteriores -A origem de seu nome é ainda bastante discutível – para uns deriva de uma aldeia de índios chamada “tucanos”, para outros é originário das aves da família dos Ranfastídeos, caracterizados pelo bico curvilíneo acentuado, que abundavam nas suas matas e hoje e estão extintas, os tucanos. Ainda na qualidade de vila, era conhecida como ‘Imperial Vila de Tucano’. E isso, segunda a Prefeitura Municipal de Tucano (2014), ficou registrado da seguinte maneira: Uma das versões que explica a origem do nome diz que, dentro das matas hoje extintas do Nordeste da Bahia, havia uma grande variedade de aves, dentre elas o tucano, que ganhou destaque na região e emprestou seu nome para nomear a cidade. Para outros, o nome originou-se de uma aldeia de índios “tucanos”, mas a versão é contestada porque, segundo registros, estes índios habitavam somente a região noroeste da Amazônia.
Fundadores: por que escolheram a região? Frei Apolônio de Todi foi o primeiro religioso a adentrar as nossas caatingas para realmente missionar. Podemos dizer que o Evangelho entrou no sertão através do seu verbo e do seu testemunho. Já em 1833, acontece a compra das terras da antiga Fazenda denominada Aldeia, situada no norte de Tucano, pertencente também ao 6º Conde da Ponte, D. João de Saldanha da Gama de Melo e Torres, que governou a Bahia durante o período de 1805 a 1810, pelo Sr. Manoel José de Andrade, por procuração do Conde da Ponte e sua mulher. Nessa época, os Oasis que pertenciam aos limites da Fazenda Aldeia, eram habitados possivelmente por índios ‘Kariris’ e depois portugueses. Daí provém a família Andrade, donos das terras da referida Fazenda.
Fundação: quando e como é comemorada? Havia duas formas de comemoração desse dia. Uma secular, promovida pela Administração Pública, e outra religiosa, promovida pela Igreja Católica. A secular ocorria por meio de uma ‘micareta’, na qual várias bandas de expressão nacional, mas principalmente baiana, se apresentavam levados por ‘trios elétricos’, e dava oportunidade às bandas e grupos locais. Já a religiosa inicia-se sempre através de uma ‘novena’ em homenagem à Senhora Sant’Ana, padroeira do município, tendo cada uma desses nove dias oferecidos a uma categoria formadora dessa comunidade – motoristas, profissionais da educação, comerciantes e etc.
Primeiras construções Além das construções de moradias, praticamente todas demolidas ou totalmente modificadas, há esse registro da antiga Sede da Administração, que por muitos anos abrigou o governo municipal. Sua construção é de época anterior à data da fotografia ao lado. Há pouco mais de uma década, foi inaugurada a nova Sede Administrativa do município.Agora, mais bem localizada e contendo uma estrutura mais funcional, a atual Sede do governo municipal nos possibilita verificar esses contrastes.


Construções: comparação entre o antigo e o novo  Logo acima, temos imagens da igreja Matriz Nossa Senhora Sant’Ana, que foi fundada, de acordo com o pesquisador Rubens Rocha, por Frei Apolônio em 04 de abril de 1954 mais tarde passou a ser responsabilidade do Padre José Gumercindo, fundador da Congregação de Padres Católicos: ‘Os Joselitos’. Sua estrutura permanece a mesma, contendo pouquíssimas modificações estruturais. É o principal ponto de referência da cidade.


Mudanças e permanências ao longo do tempo  O que ficou mais evidente nas várias transformações pelas quais passou o município está relacionado à sua parte econômica. Isso, segundo Rocha (1987), é verificado no artesanato de produtos provenientes de atividades extrativistas e de cultivos regionais, tais como a do caroá e das fibras de sisal. Associando-se as atividades artesanais, a produção de doces, comidas típicas, requeijão, dentre outras iguarias, dá suporte a uma base econômica formada por mini-produtores, promovendo uma distribuição de renda e emprego mais diversificada no Município. A produção de cerâmica, que caracteriza-se pela falta de tecnologia competitiva para exploração do barro argiloso e pelos impactos ambientais negativos causados. Desta forma, a economia do município envolve atividades agropecuárias, turismo, pequenas indústrias de couro e cerâmica, produtos artesanais, estabelecimentos comerciais de grande, médio e pequeno porte, destacando-se a feira livre da cidade.

O município é privilegiado, pois, embora no Polígono das Secas, detém um dos maiores e melhores aquíferos do Estado, integrante da Bacia Sedimentar de Tucano. Outra singularidade é a predominância de minifúndios, favorecendo a implantação de programas voltados à agricultura familiar. Por outro lado, tem-se ainda o potencial turístico das águas termais, com estâncias hidrominerais, encontradas no distrito de Caldas do Jorro, além ainda, de outras atrações turísticas, como Buraco do Vento, formada por belíssimas formações rochosas, Cachoeira do Inferno, também formações rochosas, tipo quênio, com queda d’água esculpida pela própria natureza e o povoado de Jorrinho com sua água termal. A atividade industrial em Tucano é restrita a pequenas indústrias. A atividade de curtição do couro está em progresso pelo aumento da demanda, sendo os produtos de couro bem diversificados. Essa produção é vendida para o Nordeste, Salvador, Pernambuco e São Paulo, facilitando pela localização de Tracupá (povoado do município de Tucano) na margem leste da BR-116. Há também artesanato de produtos provenientes de atividades extrativistas e de cultivos regionais, tais como a do caroá e das fibras de sisal. Associando-se as atividades artesanais, a produção de doces, comidas típicas, requeijão, dentre outras iguarias, dá suporte a uma base econômica formada por mini-produtores, promovendo uma distribuição de renda e emprego mais diversificada no Município. A produção de cerâmica caracteriza-se pela falta de tecnologia competitiva para exploração do barro argiloso e pelos impactos ambientais negativos causados.