Olimpíada de Tóquio ficou marcada pela Covid-19; confira balanço final de casos

Como é costume nesse tipo de evento, a história da Olimpíada de Tóquio estrapolou o âmbito esportivo. Dessa vez, os Jogos foram realizados em meio a uma pandemia de uma doença que matou mais de 4,3 milhões de pessoas no mundo, sob o protesto de uma população que, em sua maioria, não queria recebê-los neste momento (saiba mais aqui). Nesta segunda-feira (9), o Comitê Organizador divulgou o balanço final de casos da doença envolvendo pessoas relacionadas ao evento. Ao todo, foram 458 diagnósticos positivos, sendo 29 de atletas.

 

O levantamento também aponta que 34 casos vieram de dentro da Vila Olímpica, e 424 de fora. Os dados levam em conta pessoas contratadas pela organização, profissionais de imprensa, voluntários, entre outros. Neste domingo (8), Tóquio ultrapassou sua maior marca de novos infectados desde o início da pandemia (4.066). O número de mortes, por outro lado, se mantém estável até o momento.

 

Diante dessas circunstâncias, o Brasil deu exemplo ao desfilar com o número mínimo de pessoas durante a cerimônia de abertura (reveja aqui). O levantador Bruninho, do vôlei, e a judoca Ketleyn Quadros foram os únicos atletas presentes, ao lado de mais dois oficiais do Comitê Olímpico do Brasil (COB). No encerramento, a mesma medida foi seguida: os campeões Hebert Conceição (boxe) e Rebeca Andrade (ginástica artística) foram os esportistas representantes (confira aqui).

 

O baiano Hebert, mesmo após o êxtase da maior conquista de sua carreira, o ouro olímpico, fez questão de lembrar do momento em que vivemos. "A pandemia nos atingiu no ano passado e, infelizmente, devastou muitas famílias. Um colega da nossa equipe até perdeu a mãe dele. Muitas pessoas muito tristes que perderam seus empregos, seus entes queridos, e eu espero ter proporcionado um pouco de felicidade, um breve sorriso, e que tenha feito a diferença para todos vocês. Espero que esse momento caótico do mundo passe logo, para que a gente volte à nossa vida normal", afirmou, após a luta que o coroou campeão com um nocaute histórico (leia aqui).

 

Teve atleta, por outro lado, que "não teve tempo" de se vacinar, como o surfista Gabriel Medina. Ele, que ficou em quarto nos Jogos Olímpicos, inclusive, não poderá disputar a etapa de Teahupoo do Circuito Mundial de Surfe justamente por causa disso (saiba mais detalhes aqui). "Eu posso descartar uma etapa, então está de boa", afirmou, quando revelou nas redes sociais o impedimento. Mais tarde, ele se desculpou (veja aqui).

 

A delegação brasileira não registrou nenhum caso de Covid-19.

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