Conselho Estadual de Cultura da Bahia homenageia com a MOÇÃO DE APLAUSO E RECONHECIMENTO artistas do Cangalha Cultural.
Conselho Estadual de Cultura da Bahia homenageia com a MOÇÃO DE APLAUSO E RECONHECIMENTO artistas do Cangalha Cultural.
A Câmara de Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural do Conselho Estadual de Cultura homenageou na terça feira dia 01 de Junho de 2026 em sua sessão ordinária, o projeto Cangalha Cultural através de seus componentes: Jindiane (atriz) Mestre Neião (Capoeira) e Valdir (Cordelista) por terem eles o legado na cultura com a MOÇÃO DE APLAUSO E RECONHECIMENTO.
“O Conselho Estadual de Cultura do estado da Bahia, CEC, no uso de suas atribuições legais e sobre prerrogativas do seu regimento interno por indicação da conselheira Antônia Lúcia Barbosa de Jesus Dias, presta homenagem ativas de MOÇÃO DE APLAUSO E RECONHECIMENTO a Jindiane (atriz) Mestre Neião (Capoeira) e Valdir (Cordelista)”...
Também no dia 2 de junho de 2026 será agraciado com a homenagem outro componente do Cangalha Cultura: Edio Nozoe (Artista Plástico).
Participaram da solenidade de premiação os homenageados e o coordenador do projeto Cangalha Cultural Luiz Santana que agradecidos ficaram a indicação da conselheira Antônia Lúcia Barbosa de Jesus Dias que também esteve presente na sessão de premiação.
A Premiação se dá pelo histórico legado construído por estes artistas não só no projeto Cangalha Cultura, más especificamente nas sua biografias curriculares que passam pelas artes e pela cultura através dos segmentos diversos que cada um representa em sua cidades, no território e na Bahia.
Conheça um pouco mais dos homenageados:
Mestre Neião: José Manoel dos Santos, conhecido artisticamente como Mestre Neião, é Mestre Griô da Capoeira Cidadã, reconhecido por sua trajetória de mais de cinco décadas dedicadas à capoeira, às culturas populares e à formação sociocultural no território do Sisal, Bahia. Natural de Araci-BA, é mestre de capoeira formado pela Federação de Capoeira do Estado da Bahia (FCBA), onde também atuou como árbitro e diretor regional. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a preservação, valorização e difusão dos saberes ancestrais da capoeira, tendo como referências as linhagens de Mestre Bimba e Mestre Pastinha. Ao longo de sua caminhada, desenvolveu ações voltadas à arteeducação, cultura popular, inclusão social e formação cidadã por meio da capoeira, música, teatro, artesanato e práticas griôs. É fundador e articulador do projeto Capoeira Cidadã Arte e Cultura, vinculado à Associação Oficina de Artes de Araci, realizando aulas, oficinas, cursos, apresentações culturais e ações comunitárias em escolas, praças, instituições culturais e projetos sociais. Mestre Neião também é escritor do livro “Caporito”, obra que resgata memórias e histórias da capoeira no interior baiano. Em reconhecimento à sua atuação, foi homenageado como destaque esportivo da Bahia em 2014 pela SUDESB e conquistou o título de vice-campeão brasileiro de capoeira em Curitiba-PR. Sua atuação integra cultura, ancestralidade, educação popular e resistência, consolidando-se como importante referência da cultura tradicional e popular no sertão baiano.
Jindiane Silva de Oliveira: Conhecida artisticamente como Jin Oliveira, é produtora cultural, relações-públicas, atriz, diretora teatral, professora de teatro, arte-educadora, pesquisadora e artivista, com atuação voltada às artes cênicas, educação crítica, cultura popular e enfrentamento das violências de gênero por meio da arte. Graduada em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela UNIFACS e Licenciada em Teatro pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), atualmente é mestranda em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA (PPGAC-UFBA), especialista em Estudos do Teatro do Oprimido e práticas político-pedagógicas pela UFBA, além de cursar segunda licenciatura em Letras. Sua trajetória artística e cultural teve início nos anos 2000 na Associação Oficina de Artes de Araci, espaço onde desenvolveu experiências formativas em teatro, dança, música, rádio e cultura popular, consolidando uma atuação profundamente ligada às práticas culturais comunitárias e ao território do Sisal baiano. Ao longo de sua caminhada, Jin Oliveira vem articulando arte, educação e mobilização social por meio de projetos culturais, oficinas, espetáculos, festivais e ações formativas. Atuou como oficineira de teatro em Barrocas-BA, tornou-se Griô Aprendiz em 2012 e integrou a produção do Festival Cangalha Cultural em diferentes edições. Também desenvolveu experiências como comentarista de rádio, produtora cultural e articuladora de eventos acadêmicos e artísticos. Em Salvador, atuou como secretária e atualmente integra a Diretoria Administrativa da Federação Baiana de Capoeira, fortalecendo ações ligadas às culturas populares e afro-brasileiras. Durante sua graduação em Relações Públicas, participou ativamente da organização de festivais, seminários e ações culturais, incluindo produções vinculadas ao Festival F.U.S.C.A. da UNIFACS. Sua trajetória teatral é marcada pela criação e participação em obras que dialogam com direitos humanos, feminismos, memória e resistência. Entre seus trabalhos destacam-se as produções “Somos Todos Filhos”, “Feminicídio: do Luto à Luta”, “180”, “Eu que não sou mais silêncio”, “Insurgentes” e o espetáculo “Medusa – A Outra Face”, obra na qual atuou como dramaturga, diretora, atriz e produtora, propondo uma releitura crítica do mito de Medusa a partir da violência sexual e da revitimização de mulheres na contemporaneidade. Também coordenou a comunicação e produção dos espetáculos “Medeia em Carne Viva” e “A Reza”, contemplados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Sua atuação inclui ainda colaboração em produções audiovisuais e documentários ligados à Cultura Tempo e à OAPS/ISC/UFBA, além de experiências como coralista e produtora de corais institucionais e comunitários. Como arte-educadora e pesquisadora, desenvolve trabalhos fundamentados no Teatro do Oprimido, Teatro das Oprimidas, educação feminista, pedagogias críticas e práticas decoloniais, atuando principalmente com crianças, adolescentes, mulheres e comunidades em situação de vulnerabilidade social. Ministrou oficinas no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV/SEMPRE Salvador), realizou atividades formativas pela UFBA e desenvolveu projetos como “Palco da Consciência: Teatro do Oprimido e Educação Feminista” e “Palco da Consciência: Introdução às práticas do Teatro do Oprimido”, ambos voltados à formação crítica por meio das artes cênicas. Também foi facilitadora e curadora da exposição “Fases do Eu que Habito”, articulando arte, saúde mental, identidade e processos de escuta coletiva. Atualmente, Jin Oliveira atua como assessora de comunicação e presidente da Associação Oficina de Artes de Araci, acompanhando projetos culturais, ações comunitárias e festas populares na região do Sisal e em Salvador. Sua trajetória artística e acadêmica é marcada pelo compromisso com a democratização do acesso à cultura, a valorização das culturas populares, a formação cidadã e o uso do teatro como ferramenta de conscientização, transformação social e emancipação política.
Valdir Cavalcante de Matos: é cordelista, professor, pesquisador, comunicador popular e agente cultural do sertão baiano, reconhecido por sua atuação na valorização da literatura de cordel, das tradições nordestinas e da educação popular. Nascido em 03 de junho de 1974, no povoado de Pé de Serra, município de Tucano-BA, onde vive até hoje, iniciou sua relação com a poesia e a cultura popular ainda na infância, escrevendo cordéis desde os oito anos de idade. Durante a adolescência, participou ativamente das manifestações culturais tradicionais da região, como a Queima de Judas, celebração popular típica do Sábado de Aleluia, fortalecendo desde cedo sua conexão com os saberes, narrativas e expressões culturais do Nordeste brasileiro. Formado em Magistério pela Escola Luiz Eduardo Magalhães, construiu uma sólida trajetória acadêmica e profissional na área da educação. É licenciado em Matemática pela FTC, pós-graduado em Matemática Aplicada e Gestão Escolar pela FBB, mestre em Ciências da Educação e atualmente doutorando na mesma área. Desde 1998 atua como professor da rede municipal de ensino, desenvolvendo um trabalho pautado no compromisso com a formação humana, a educação crítica e a valorização cultural no ambiente escolar. Atua como professor da Escola Professora Zélia de Brito Moreira Ramiro, articulando ensino, cultura e cidadania em sua prática pedagógica. Paralelamente à docência, consolidou-se como importante nome da literatura de cordel contemporânea no interior da Bahia. Sua produção literária é marcada pela valorização das raízes nordestinas, do cotidiano sertanejo, das memórias populares, do humor, da crítica social e das questões educativas. Ao longo de sua trajetória publicou diversas obras, entre elas “Prosas de Caipira”, “Cotidiano em Cordel”, “Raízes Nordestinas”, “Desafios”, “Personagens dos Cordéis” e “Declarações de Amor”, além de folhetos poéticos como “Matutagem”, “Parada Obrigatória”, “O Centenário do Mestre”, “Poesia e Nostalgia”, “Guerra Contra o Mosquito” e “Cidadania Ambiental”. Também lançou o CD “A Voz do Poeta dos Cordéis”, ampliando o alcance de sua produção artística por meio da oralidade e da comunicação popular. Sua atuação cultural extrapola a escrita, integrando também a comunicação comunitária e o fortalecimento das mídias populares. É sócio, diretor artístico e comunicador da Associação de Rádio Comunitária Cruzeiro FM, onde apresenta programas semanais voltados à cultura, educação, poesia e informação comunitária, fortalecendo o diálogo entre arte, território e participação social. Em sua trajetória, Valdir Cavalcante de Matos reafirma o cordel como instrumento de memória, resistência e transformação social, tornando-se uma importante voz da cultura popular nordestina e da educação no sertão baiano.
Edio Ossami Nozoe: é um artista multidisciplinar, mobilizador cultural e pesquisador das artes, radicado na comunidade rural de Roça do Mato, em Biritinga-BA. Sua trajetória artística, marcada pelo diálogo entre culturas orientais e nordestinas, consolidou-se como uma importante referência na valorização da identidade cultural do sertão baiano. Atuando nas áreas de artes visuais, artes plásticas, fotografia, poesia e artes orientais, desenvolve trabalhos que unem pintura em tela, murais, esculturas, fotografia documental e artística, ikebana e origami, sempre buscando retratar as belezas, a sensibilidade e a força do sertão nordestino. Sua produção artística é atravessada por uma estética poética que aproxima o zen oriental da cultura popular sertaneja, transformando suas obras em expressões de memória, pertencimento e contemplação. Ao longo de sua caminhada, participou de exposições, atuou como curador de arte e realizou formações em instituições culturais no Brasil e no Japão, incluindo estudos de desenho e sensibilização artística na Fundação Mokiti Okada, conhecimentos em escultura e fundição no Nagoya Kokusai Center e formação em Ikebana pela Ryusei-ha School. Além da produção artística, desenvolve oficinas e ações formativas em escolas, comunidades rurais e territórios indígenas, ministrando atividades de pintura, fotografia e origami, fortalecendo o acesso à arte e à cultura em territórios do interior baiano. Sua atuação também integra projetos multiculturais e eventos culturais como a Virada Cultural de Biritinga, o Festival Cangalha Cultural e iniciativas voltadas à implantação de espaços multiculturais no sertão. Em suas obras, Edio Nozoe busca romper estereótipos sobre o Nordeste, revelando um sertão marcado pela beleza, diversidade cultural, resistência e humanidade.
O
Conselho Estadual de Cultura já havia homenageado no dia 30 de Maio de 2025 em
sua sessão ordinária, o senhor Luiz Oliveira de Santana por seu legado na
cultura com a MOÇÃO DE APLAUSO E RECONHECIMENTO.
“O
Conselho Estadual de Cultura do estado da Bahia, CEC, no uso de suas
atribuições legais e sobre prerrogativas do seu regimento interno por indicação
da conselheira Antônia Lúcia Barbosa de Jesus Dias, presta homenagem
ativas de MOÇÃO DE APLAUSO E RECONHECIMENTO a Luiz Oliveira de Santana natural
de Araci/BA”...
Mais
uma Homenagem que se dá pelo histórico legado construído por Luiz Santana desde
o ano de 1981, quando ele começa sua biografia curricular nas artes e na
cultura através do segmento das artes cênicas quando aos 11 anos iniciou sua
trajetória de ator e posteriormente diretor, escritor, músico,
radialista/locutor, cineasta, artista das culturas populares e produtor
cultural.








Comentários
Postar um comentário