Jornal Tribuna Sisaleira

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O PROGRAMA CANGALHA CULTURAL NA TUCANO FM, HOMENAGEARÁ LUIZ GONZAGA EM JUNHO

O Programa Cangalha Cultural, com a direção e locução de Luiz Santana, que vai ao ar pela Tucano FM, todos os sábados, das 7 as 8 da manhã, já é um grande sucesso e  neste dia 01 de Junho de 2019 iniciou o quadro "FESTIVAL GONZAGÃO" em homenagem ao rei do baião, LUIZ GONZAGA, onde neste mês de junho, todos os sábados sanfoneiros e grupos de forró tradicional, irão homenagear o forró, o mês junino, as festa de Santo Antonio, São João e São Pedro. 
No primeiro programa tivemos a presença do grupo de FORROZÃO PÉ DE SERRA (Zé Veríssimo na Sonfona e voz, Valmir no Vilão e voz, Esmeraldo na Zabumba, Adailtom no Triangulo e Sandoval também Sonfoneiro), este grupo é parte do projeto Forró da terceira Idade, coordenada pelo Sr. Vilson.
A cada sábado, grupos de forró vira ao vivo fazer sua apresentação, no próximo sábado teremos a presença de Zé Sonfoneiro de Tucano que cantará e tocará os sucessos de Luiz Gonzaga.

VEJA O VIDEO DA APRESENTAÇÃO DO PRIMEIRO PROGRAMA 


Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu13 de dezembro de 1912 – Recife2 de agosto de 1989) foi um compositor e cantor brasileiro.[2] Conhecido como o Rei do Baião, foi considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular brasileira.[3]
 
Cantando acompanhado de sua sanfonazabumba e triângulo, levou para todo o país a cultura musical do nordeste, como o baião, o xaxado, o xote e o forró pé de serra. Suas composições também descreviam a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino.

Admirado por músicos como Dorival CaymmiGilberto GilRaul SeixasCaetano Veloso, Luiz Gonzaga ganhou notoriedade com as antológicas canções Asa Branca (1947), Seridó (1949), Juazeiro (1948), Forró de Mané Vito (1950) e Baião de Dois (1950).[4][2][5]
Nasceu na sexta-feira, dia 13 de dezembro de 1912, numa casa de barro batido na Fazenda Caiçara povoado do Araripe, a 12 km da área urbana do município de Exu, extremo noroeste do estado de Pernambuco, cidade localizada a 610 km de Recife. Foi o segundo filho de Ana Batista de Jesus Gonzaga do Nascimento, conhecida na região por ‘Mãe Santana’, e oitavo de Januário José dos Santos do Nascimento. O padreJosé Fernandes de Medeiros o batizou na matriz de Exu em 5 de janeiro de 1920.[6][7]
Seu nome, Luiz, foi escolhido porque 13 de dezembro é o dia da festa de Santa LuziaGonzaga foi sugerido pelo vigário que o batizou, e Nascimento por ser dezembro, mês em que o cristianismo celebra o nascimento de Jesus.[1]
A cidade de Exu fica no sopé da Serra do Araripe, e inspiraria uma de suas primeiras composições, Pé de Serra. Seu pai trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão; também consertava o instrumento. Foi com ele que Luiz aprendeu a tocar o instrumento. Muito jovem ainda, já se apresentava em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil.[4] O gênero musical que o consagrou foi o baião.[2] A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, composta em 1947 em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
Antes dos dezoito anos, Luiz teve sua primeira paixão: Nazarena, uma moça da região.[8] Foi rejeitado pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, que não o queria para genro, pois ele não tinha instrução, era muito jovem e sem maturidade para assumir um compromisso. Revoltado com o rapaz, ameaçou-o de morte. Mesmo assim Luiz e Nazarena namoraram às escondidas por meses e planejavam se casar. Januário e Ana, pais de Luiz, lhe deram uma surra ao descobrirem que ele se envolveu com a moça sem a permissão da família dela, e ainda mais por Luiz tê-la desonrado: os dois disseram isto propositalmente, com o intuito de serem obrigados a se casar. Na época, a moça tinha que casar virgem e se houvesse relação sexual antes do matrimônio o homem era obrigado a casar-se ou morreria. Nazarena revelou ao pai o ocorrido e foi espancada por ele, no entanto Nazarena não engravidou. O coronel Raimundo ficou enfurecido e tentou matar o rapaz, que o enfrentou na luta. Raimundo revela que, mesmo desonrada, iria arrumar um casamento para a filha com um amigo mais velho que já sabia da situação dela, ou a internaria num convento, mas com Luiz ela não se casaria. Revoltado por não poder casar-se com Nazarena, e por não querer morrer nas mãos do pai dela, Luiz Gonzaga foi para Fortaleza e ingressou no exército em 5 de junho de 1930. Durante nove anos viajou por vários estados brasileiros, como soldado, sem dar notícias à família. Em agosto de 1932 foi para Belo Horizonte, onde ficou por quatro meses. Neste mesmo ano mudou-se para Juiz de Fora, onde viveu por cinco anos e teve a oportunidade de aprimorar sua habilidade com a sanfona. Em seguida, foi para Ouro Fino, também em Minas Gerais, onde permaneceu por dois anos. Deu baixa em 27 de março de 1939, no Rio de Janeiro.[9][10]