Jornal Tribuna Sisaleira

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Barragem do Poço Grande de Araci é uma das sete com estruturas comprometidas na Bahia

A Bahia tem sete barragens com estruturas comprometidas, de acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira (11) pela Agência Nacional de Águas (ANA). Foram registrados 68 equipamentos com problemas em todo o país. Entre as irregularidades encontradas nos equipamentos, estão erosões, rachaduras, buracos, infiltrações, corrosão de tubulações, presença de vegetações, afundações e fissuras. As barragens com problemas no estado são: Apertado, que fica em Mucugê; Araci, em Araci; Beco Bebedouro, que fica na cidade de Seabra; Luiz Vieira, em Rio de Contas; Tabua II, em Ibiassucê; Vilobaldo Alencar, em Ruy Barbosa; e Zambumbão, no Vale do Paramirim. O levantamento da ANA foi realizado em 2018 e aponta que, em todo o país, o número de barragens com problemas cresceu. Em 2017, 45 estavam irregulares. Na época, 10 equipamentos da Bahia estavam na relação. As barragens que estavam na lista em 2017 e saíram no estudo divulgado nesta quarta foram: Afligidos, localizada na cidade de São Gonçalo dos Campos; Cipó, em Mirante; Luiz Vieira, em Rio de Contas; RS1 e RS2, em Camaçari; e Pinhões, em Juazeiro. Todas as barragens com problemas no estado são administrados pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema). 

VEJA MATÉRIAS ANTERIORES

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ALERTAMOS: POÇO GRANDE PODE SIM ROMPER!

Alertamos aqui em uma matéria no dia 26 de Janeiro de 2019, que a situação da BARRAGEM DO POÇO GRANDE era uma das mais grave, segundo o relatório divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA). 

Já hoje, dia 6 de Agosto de 2019, durante sessão da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa do estado (AL-BA) a situação da barragem foi mais uma vez exposta durante sessão da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa do estado (AL-BA), nesta terça-feira (6). 

"A barragem de Poço Grande, localizada na cidade de Araci, de competência do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), corre risco de ruptura". Apresentou o presidente da comissão, deputado estadual José de Arimatéia (PRB), engenheiros ambientais presentes apontaram que a estrutura está comprometida e, caso não haja manutenção, o risco de ruptura é considerado grande. “Dnocs disse que não tem recursos, precisa de apoio dos parlamentares”, explicou Arimatéia. O custo calculado para manutenção é de R$ 180 mil.

O prefeito Silva Neto de Araci, ao lado da vice-prefeita Maria Betivânia (Keinha), recebeu, na manhã desta terça (5), a visita do coordenador e do engenheiro civil Raimundo Peixoto, que faz parte da equipe de segurança de barragens do Dnocs na Bahia, para um vistoria in loco no Açude de Poço Grande. Neste ato todos negaram o risco do rompimento da Barragem.

A barragem de Poço Grande, localizada na cidade de Araci, de competência do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), corre risco de ruptura. 

E agora em quem devemos confiar? quem está certo ou errado? Pode relamente romper ou não?


GRAVE: BARRAGEM DE ARACI CORRE RISCO DE ROMPER, SEGUNDO AGÊNCIA.

Bahia tem 10 barragens com risco segundo agência; situação mais grave é em AraciUm relatório divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) no final do ano passado apontou 45 barragens em todo Brasil com algum nível de preocupação. Destas, cinco estão em Minas Gerais e dez na Bahia – maior número em todo o país. Na lista, no entanto, não consta a barragem Mina do Feijão, em Brumadinho (Minas), que se rompeu na sexta-feira (25). O número de barragens vulneráveis no país subiu, em um ano, de 25 para 45. A Bahia é seguida por Alagoas (6) e Minas Gerais (5). O balanço da ANA foi o segundo produzido após o desastre ambiental de Mariana, com o rompimento da barragem de Fundão, sob responsabilidade da mineradora Samarco, em novembro de 2015. Na Bahia, as estruturas com risco são: Afligidos (em São Gonçalo dos Campos), Apertado (Mucugê), Araci (na cidade de mesmo nome), Cipó (Mirante), Luiz Vieira (Rio de Contas), RS1 e RS2, em Camaçari, Tabua II (Ibiassucê), Zabumbão (Paramirim) e Pinhões (Juazeiro/Curaçá). 

A situação mais grave, segundo o relatório, é da Barragem de Araci, no município de mesmo nome, no Nordeste da Bahia. A barragem foi construída para represar as águas do Rio Pau-a-Pique e amenizar as dificuldades dos moradores da região no período de estiagem. O relatório aponta que a estrutura apresenta rachaduras no coroamento da barragem, indica um alerta e diz que o valor estimado para reforma seria de R$ 180 mil.
No estado, há 426 barragens registradas junto à ANA e, destas, 335 são fiscalizadas pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), ligado ao governo do estado. Mas, para fazer esse trabalho, o órgão conta com uma equipe de apenas seis fiscalizadores. Em nota, o governo da Bahia disse que foi o estado que mais cumpriu metas de fiscalização e vistoria de barragens e o único a atender integralmente ao que foi previsto e pactuado com a ANA.
“A Bahia é um dos poucos estados que tem informações, onde a população pode dormir tranquila porque os órgãos públicos estão atuando, fazendo o trabalho preventivo. Quando a gente indica que está em risco, a gente corre atrás e cobra a correção desses procedimentos”, disse o diretor de Águas do Inema, Eduardo Topázio, na ocasião.