Jornal Tribuna Sisaleira

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Igreja de origem jesuíta na aldeia kiriri, será restaurada em Mirandela, Banzaê.

Tombada como Patrimônio Histórico e Cultural da Bahia, igreja de origem jesuíta será restaurada em Banzaê. “Um sonho que agora será realizado” foi assim que a prefeita do município de Banzaê, Jailma Dantas, anunciou a restauração da Igreja Ascenção do Senhor localizada na Aldeia Mirandela, território indígena do município.

A informação foi passada em suas redes sociais, junto com fotos de uma visita do executivo de Projetos e Obras da Conder, Anibal Garrido, no dia 12 de agosto. As obras iniciarão nesta segunda-feira (24).

 A princípio, a restauração deverá ocorrer no teto, piso, janelas, portas e coro. A ordem de serviço para a obra já está assinada e a previsão de término é de 90 dias. De acordo com a prefeita, essa é uma solicitação antiga feita pelas lideranças indígenas da localidade e pelo Bispo Diocesano Dom Guido, e acatada pela Prefeitura de Banzaê e pelo Governo da Bahia.

 “É muito mais do que um trabalho de infraestrutura é a valorização da nossa história, do povo da nossa terra. A igreja é um símbolo religioso e cultural muito importante pra Banzaê e sua preservação é uma forma de resguardar grandes momentos vividos pelos povos indígenas, assim como por muitos banzaêenses.” pontua a prefeita Jailma.

 O patrimônio está localizado na comunidade de Mirandela, aldeia habitada principalmente, por índios remanescentes da nação Kiriri. Um local especial que se destaca tanto pelo aspecto histórico, quanto simbólico desde o século XVII, com a chegada dos vaqueiros de Garcia D’Ávila, das tentativas de escravização dos índios e da vinda dos padres da Companhia de Jesus para o local. Além da grande reviravolta na última década do século XX, mais precisamente em 11 de novembro de 1995, que ocasionou a retomada de Mirandela pelos Kiriris.

 A igreja tem fortes características da arquitetura jesuítica e é tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Sua restauração é de grande importância tanto para os moradores da comunidade indígena como de toda Banzaê.


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Neste último sábado, 15/04, o Governo da Bahia assinou a autorização para licitação da primeira etapa do restauro da tricentenária Igreja do Senhor da Ascensão da Aldeia Mirandela em Banzaê na Bahia. A Igreja, atualmente, encontra-se em estado de degradação. A primeira etapa receberá investimentos para melhoria de telhado, paredes, piso, portas e janelas. 
A templo foi construído por índios Kiriris no ano de 1701, sob influência dos jesuítas que fizeram da atual Mirandela, antiga Saco dos Morcegos, um núcleo de evangelização já no ano de 1667 culminando, posteriormente, na construção da Igreja do Senhor da Ascensão.

CONJUNTO JESUÍTA DE 1701 EM BANZAÊ PODE SE TORNAR PATRIMÔNIO DA BAHIA


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Um conjunto urbanístico-arquitetônico de origem jesuíta que inclui a Igreja do Senhor da Ascensão, de 1701, praça e casas do entorno, em Mirandela, município de Banzaê, pode se tornar Patrimônio Cultural da Bahia. A ideia surgiu na última quinta-feira (26), na sede do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), em Salvador, em reunião entre a prefeita de Banzaê, Jailma Dantas o diretor geral do órgão, João Carlos de Oliveira e técnicos. A intenção é promover ação transversal que, além do IPAC, inclua a Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), dentre outros órgãos estaduais.
“A igreja já é tombada provisoriamente desde 2013, mas precisamos realizar estudos para proteger o desenho urbanístico das missões jesuítas no Brasil”, explica João Carlos. A prefeita destaca a importância histórico-cultural da região. “Ainda temos a riqueza cultural da reserva indígena dos Kiriris, para a qual solicitamos apoio da SEI (Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais) para projeto de Lei que dê novo limite, já que parte da aldeia ficou fora de Banzaê, dividida entre Ribeira do Pombal e Quijingue”.
FINANCIAMENTOS – O diretor do IPAC comenta que o órgão iniciará diálogo com outras instituições para atender a amplitude da ação. Originária do início do século XVIII (1701), a igreja tem 490 metros quadrados de área construída. Segundo o diretor do IPAC, se for tombado, o perímetro terá acesso aos financiamentos estaduais, federais e até internacionais que priorizam bens reconhecidos oficialmente. Ele ressalta que outra opção pode ser projeto para o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) do MinC.

 

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